O SEU ÓLEO DE COZINHA USADO PODE SER O
ASFALTO DO FUTURO
Você já deve ter ouvido falar que a era do petróleo parece viver seus últimos 50 anos. Se ele
continuar sendo usado da forma como é hoje, que aliás vai muito além de fazer
asfalto, esse recurso simplesmente irá acabar. E um indicativo de que esta
previsão é correta é o preço dos combustíveis derivados que, como você pode ter
reparado com o decorrer dos anos, só aumenta.
Sabendo que esse fato já tem lugar
marcado na história que ainda não aconteceu, pesquisadores ao redor do mundo
inteiro passaram a praticamente morar dentro de seus laboratórios para
encontrar uma alternativa viável, social, prática e financeiramente, para
substituir o petróleo à altura. Tanto que já ouvimos falar de coisas como combustível a partir do ar, de nanoárvores e da
descoberta de alguns superinsetos que geram biocombustível. Isso tudo só prova que
a máxima é verdadeira: quem procura, acha.
Se o petróleo acabar, não serão apenas
os combustíveis que precisarão se adaptar. Porque, como já dissemos, a presença
do petróleo em nossas vidas é mais forte do que você imagina. Poderíamos citar
pelo menos 10 produtos do nosso dia a dia que são feitos com petróleo.
Sendo que um deles é o asfalto.
Para resolver esse problema em
particular, Haifang Wen, professor assistente de Engenharia Civil na
Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, parece ter encontrado
uma solução brilhante – ele desenvolveu um jeito de usar óleo de cozinha para
fazer um novo tipo de asfalto, tão eficiente quanto o que conhecemos hoje.
E ainda pode tornar o processo de
construção de estradas muito mais barato. “Em geral, uma estrada de 1 milha
(1,61 km) em uma área rural custa pouco menos de 1 milhão de dólares (mais de
R$ 2 mi) para ser construída. Com a tecnologia do óleo de cozinha usado,
podemos reduzir a cobertura de asfalto para menos de 200 dólares (cerca de R$
470), tornando a construção muito mais barata”, explica Wen.
Depois de quatro anos trabalhando com
um químico e “ajustando a receita”, Wen está confiante de que seu “bioasfalto”
é tão bom quanto o asfalto de petróleo, e ainda tem o bônus de ser sustentável.

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