Como os gatos sobrevivem a quedas de
grandes alturas?
A sobrevivência de uma gata em Boston, EUA, após
uma queda de 19 andares (cerca de 60 metros), levantou a pergunta.
Uma gata sobreviveu a uma queda de 19
andares na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Segundo o veterinário Hugh
Davis, que tratou da gata Sugar, apesar da
altura da queda, estimada entre 45m e 60m, ela não sofreu cortes nem quebrou
nenhum osso. O veterinário diz acreditar que ela sobreviveu ao agir como um
esquilo-voador, abrindo suas patas como se fossem asas. A proprietária de Sugar, Brittney Kirk, disse que “a gata usou muitas de
suas 7 vidas no episódio”. Depois do acidente, Brittany decidiu instalar telas
nas janelas do apartamento.
Os cientistas explicam que os corpos
dos gatos foram feitos para resistir a quedas, desde o momento em que estão em
pleno ar, até o momento em que tocam o chão. Eles possuem uma área de
superfície do corpo grande, em relação ao peso, o que reduz a velocidade com
que chegam ao chão numa queda. A velocidade alcançada por um gato numa queda é
menor do que a de humanos e cavalos, por exemplo. Um gato de tamanho médio, com
os membros estendidos, alcança uma velocidade de cerca de 97 quilômetros por
hora, enquanto que um homem de tamanho médio chega a uma velocidade por volta
dos 193 quilômetros por hora.
Gatos são animais que vivem,
essencialmente, em árvores. Quando não vivem em casas ou nas ruas de uma
cidade, eles tendem a viver em árvores. Biólogos afirmam que, sendo assim, cedo
ou tarde eles acabam caindo. Gatos, macacos, répteis e outras criaturas vão
saltar para capturar presas e vão errar, ou um galho da árvore vai se quebrar,
ou o vento vai derrubá-los. Então, os processos evolutivos deram a eles a
capacidade de sobreviver a quedas. “Ser capaz de sobreviver a
quedas é algo muito importante para animais que vivem em árvores e gatos estão
entre esses animais“,disse Jake Socha. “O gato doméstico ainda
mantém as adaptações que permitiram que eles fossem bons vivendo em árvores.”
Segundo os biólogos, por meio de seleção natural, os gatos desenvolveram o
instinto para sentir qual lado é o lado para baixo, algo análogo ao mecanismo
que humanos usam para o equilíbrio. Então, se eles tiverem tempo o bastante,
conseguem torcer o corpo como um ginasta e posicionar os pés embaixo do corpo
e, com isso, cair de pé. “Todos os que vivem em árvores
têm o que chamamos de reflexo aéreo para endireitar“, disse Robert
Dudley, biólogo da Universidade Berkeley, da Califórnia.
Gatos
também conseguem estender as pernas para criar um efeito de paraquedas,. No
entanto, ainda não se sabe exatamente como isso desacelera a queda. Eles
estendem as pernas, o que aumenta a superfície do corpo. E, quando chegam ao
chão, as pernas, feitas para escalar árvores, absorvem o impacto. Gatos têm
pernas longas e bons músculos. São capazes de saltar bem, os mesmos músculos
direcionam a energia para a desaceleração, ao invés de quebrar ossos.
As pernas de um gato estão colocadas
num ângulo diferente das de homens ou cavalos, por exemplo. Este ângulo
diferente faz com que as forças não sejam transmitidas diretamente numa queda.
Se o gato caísse com as pernas diretamente embaixo dele, em uma coluna, e as
pernas o segurassem firmemente, aqueles ossos se quebrariam. Mas as pernas vão
para os lados, as juntas se dobram e a energia é direcionada para as juntas,
com menos força indo para os ossos. Os gatos em áreas urbanas tendem a estar
acima do peso e fora de forma e, por isso, sua habilidade para se virar durante
uma queda e cair em cima das patas é menor. Aquela gata de Boston teve sorte.
Mas a maioria dos gatos teriam tido problemas graves no pulmão ou fraturas nas
pernas, danos na cauda e também fratura na mandíbula ou um dente quebrado. A
lição que fica, para quem tem gatos é POR FAVOR, COLOQUEM TELAS NAS
JANELAS.



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